Terça-feira, Outubro 27, 2009

BelezaSonora

Solta teu riso,
Vem colorir o astral
De amarelo e vermelho,
Vibrantes em sintonia total.

Floresce a alegria,
Seja noite ou seja dia,
Pois que a aurora das cores
sempre te irradia.

Vê, não há descontentamento,
Pois que só há o amor e a felicidade
Te trazendo mais pra dentro.


Odetto Guersoni, Mandala VIII, 1972.

Terça-feira, Setembro 29, 2009

Emboscada na noite.


Havia treva e a Luz das Estrelas ainda não havia chegado com Força naquele pequeno coração envolvido. Procurando um comprador, aproximou-se e disse ao segurança do estabelecimento:
- Quer? Por um real.
Os olhos daquele homem encheram-se de lágrimas.
Na memória, suas duas filhas, uma de oito anos e a outra de sete:
- Cadê a sua mãe?
- Ah, não vai querer não?
E saiu, rua à fora, a procurar com os olhos cegos um comprador.
Ele acompanhou os passos da vendedora, esperando o que nem sempre é óbvio.
Na rua negra, logo mais à frente, ela levanta a saia e pergunta a um dos garis:
- Quer? Um real.
Ele tira do bolso a moeda e a leva para a escuridão.

Oito anos de idade.

Na gradação do Caos aos Cosmos, meu coração ainda não havia captado tamanho estrago.
E o impulso por Trans-Formar-a-Ação aumenta.
Só aumenta..

No canto do Amor, que a Voz dos corações tenha muito, muito, mais Força e Luz.

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

Embriaguês.


A Força é Sutil, bem sutil.
Está estampada nos olhos do matador, nas mãos dos corruptos, na estupidez dos pais, na faca em sangue. Ainda está em mim e em você: sutil.
Criticam os políticos que tiram nosso dinheiro, apontam para o ladrão, atiçam o próximo tapa, julgam as esposas infiéis, xingam os homosexuais, repudiam o pobre.
Cegos, todos nós, em maior ou menor grau.
Enquanto se olha para fora, perde-se o centro de si. Embriaguês móbida.

Quanto de mim há no estrago que tu fizestes no corpo daquela jovem?

Raros são os que se questionam. Raros fazem a dialética com o alter, raros... Porque os olhos físicos não fazem o que só o Coração é capaz: olhar a si no outro.

Se assim o fizéssemos, a embriaguês não teria feito tanto estrago na sua/nossa evolução.
O alcóol quente e sensual não faria tanta diferença.
Desperto, o ser não atrasa o seu próprio DesEnvolvimento.

O que me alegra é a Dor.
"O Perdão vem pela Dor".
O Perdão pelo mal que se fez.
O Perdão pelo mal que não se evitou.

Diante de tamanho estrago,
tão maior a Dor quanto seja o Perdão.
Que assim seja.





--
Fotorafia de JP Corréa Carvalho, Bottle Focused.

Terça-feira, Agosto 11, 2009

Na solidão


A noite caminha serena o seu caminho solitário. Sou solidão com ela e não sou. A solitude é nossa e não é. O Caminho escuro por onde ando tem o Brilho das Estrelas, a reluzente claridade da Lua e a solidão.
A minha Luz já não é tanta e a solidão enegrece. Quero o Brilho incessante que vem das Altas Estrelas, Nobres Luzes no manto Celeste; por isso é que meu Brilho, que também é parte do Teu, clama pelo Verbo:
- Vem! Com-partilha comigo esta noite. Quero o resplandecer do Mar e das Estrelas, teu Brilho aluminando meus olhos, sentindo tua Luz. Sim, isso me basta; porque assim vejo o Mar, as Estrelas, a Lua e todo o Universo presentes com mais Força. Assim, bem assim.
Porque na solidão o Brilho não é tanto, a Luz não é tanta e, mesmo que fosse, não seria...
Porque na solidão o Brilho não é tanto.

Terça-feira, Agosto 04, 2009

Contínua-ação.

Eu abro a porta e entro.
Eu vejo a janela.
Encontro Luz.

Terça-feira, Julho 28, 2009

No meio do Caminho.

..
Debaixo da atmosfera azul celeste, das nuvens alvas e do Sol brilhante, tinha uma pedra.
Não era escrura, não era grande, não tinha lodo, nem muito menos era feia. Era pedra, daquelas que eu tropeçaria mil vezes, em sã consciência.
E eu, que antes caminhava olhando para frente e para o alto, olhei para baixo.
No meio do caminho tinha uma pedra.
E que surpresa aquilo me causou!
Direcionei meu corpo até a pedra.
E minhas curiosas mãos a tocaram.
Agora ela estava perto dos olhos.
Sim, é ela!
O pensamento voa no Tempo e, em pulsantes lembranças, viajo.
O amanhecer torna-se ainda mais musical.
Com a Felicidade, o sorriso.
Com o sorriso, a Luz.
- De onde veio?
Não tive resposta, a Terra, o Fogo, a Água e o Ar não me responderam. Os Elementos guardaram seus Encantos. Olhei ao redor, não havia lugar onde os meus olhos alcançassem a origem daquela obra prima.
Apenas o vento lhe tinha acariciado a forma, possuía retas e algumas poucas curvas; estava suja, mas brilhava. A poeira não encobria, o que calor do meu coração e a energia que ela continha me mostravam, a Beleza da Natureza. Nunca me esquecerei desse acontecimento.
Na vida de minhas retinas nem tão fatigadas, o meu olhar apontou para onde o coração é guiado, sim para Aquela pedra.
.
.
O Totem mineral do Amor.

Segunda-feira, Julho 06, 2009

Edu, cá, a ação

- Edu, cá, a ação!
Educar a ação, Edu!

A Educação passa fome
Deseducada, a mente briga com fome
Indelicada, a mente esfomeada pede ação
Indelicadamente, a mente educada extingue a ação

É de cada um a educada ação
De ter fome de educar

- Edu, cate a Ação!
- Mãe, veja, lá está ela!
No chão, em migalhas

Ex-fomeado, o Edu, um dia será
No hoje, esfomeado está

Que a fome não se forme
Que seja disforme!
Que forme!

- Diz, Fome, pede Ação que te dê forma!

Cobrar educação a quem tem fome?
Dar educação para não ter fome.

Edu, educada ação.