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Debaixo da atmosfera azul celeste, das nuvens alvas e do Sol brilhante,
tinha uma pedra.
Não era escrura, não era grande, não tinha lodo, nem muito menos era feia. Era pedra, daquelas que eu tropeçaria mil vezes, em sã consciência.
E eu, que antes caminhava olhando para frente e para o alto, olhei para baixo.
No meio do caminho tinha uma pedra.
E que surpresa aquilo me causou!
Direcionei meu corpo até a pedra.
E minhas curiosas mãos a tocaram.
Agora ela estava perto dos olhos.
Sim, é ela!
O pensamento voa no Tempo e, em pulsantes lembranças, viajo.
O amanhecer torna-se ainda mais musical.
Com a Felicidade, o sorriso.
Com o sorriso, a Luz.
- De onde veio?
Não tive resposta, a Terra, o Fogo, a Água e o Ar não me responderam. Os Elementos guardaram seus Encantos. Olhei ao redor, não havia lugar onde os meus olhos alcançassem a origem daquela obra prima.
Apenas o vento lhe tinha acariciado a forma, possuía retas e algumas poucas curvas; estava suja, mas brilhava. A poeira não encobria, o que calor do meu coração e a energia que ela continha me mostravam, a Beleza da Natureza. Nunca me esquecerei desse acontecimento.
Na vida de minhas retinas nem tão fatigadas, o meu olhar apontou para onde o coração é guiado, sim para Aquela pedra.
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O Totem mineral do Amor.